21/05/2013 17h30 - Atualizado em 21/05/2013 17h30

Operação Ágata 7 apresenta saldo satisfatório afirmou Comandante do 6º Distrito Naval‏

 
 
As Forças Armadas desdobraram neste sábado 25 mil militares ao longo de toda a fronteira terrestre brasileira, em mobilização destinada a reforçar a vigilância sobre o tráfico de armas As Forças Armadas desdobraram neste sábado 25 mil militares ao longo de toda a fronteira terrestre brasileira, em mobilização destinada a reforçar a vigilância sobre o tráfico de armas

As primeiras ações da Operação Ágata 7 na região do Pantanal, em Corumbá apresentam um saldo positivo. A avaliação é dos órgãos de segurança pública que participam da ofensiva e foi apresentada durante entrevista coletiva realizada hoje pela manhã, no Comando do 6º Distrito Naval, em Ladário, e reuniu representantes das forças de segurança empenhadas na ação: 17º Batalhão de Fronteira de Corumbá, Comando do 6º Distrito Naval, Polícia Militar, Inspetoria da Receita Federal, Polícia Federal e Polícia Civil.

"No sábado, 18 de maio, dois bolivianos foram detidos pelo Exército, com 18 quilos de substância entorpecente. No domingo, 19, a Polícia Rodoviária Federal deteve uma mulher, também, boliviana, com uma quantidade de entorpecente. Podemos avaliar que tivemos um começo satisfatório, com a coibição do tráfico, que é um dos principais crimes a serem combatidos em nossa região", afirmou o delegado da Polícia Federal de Corumbá, Alexandre do Nascimento, ao apresentar um balanço sobre o começo da ação. Logo no primeiro dia de atuação, uma quantidade significativa de roupas que ultrapassava o limite de cotas para importação foi apreendida e encaminhada para o pátio da Receita Federal. Um veículo, transportando carvão vegetal, também teve a carga apreendida.

As autoridades do setor apontaram que paralelo ao efetivo e mecanismos de repressão empregados é importante que a população denuncie. "Todas as forças de segurança estão colocando à disposição desta operação o aparato necessário para que ocorra a coibição das diversas práticas criminais, porém, é de suma importância que a população colabore, porque não temos bola de cristal para prever onde e quando ocorrem os crimes. Com as denúncias, conseguimos nortear nossas ações, identificar os criminosos e agir de forma intensiva. Pedimos para que as pessoas liguem para o disque-denúncia, que mantém o sigilo de quem denuncia. Basta ligar para o 181, pois a comunidade também faz parte desta ação", afirmou o comandante do 6º Distrito Naval, contra-almirante Edervaldo Filho.

A Operação Ágata 7 envolve cerca de 1.200 militares do 6º Distrito Naval e 17º Batalhão de Fronteira, cada um empenhando 50% desse efetivo. Além disso, o comando do 6º Distrito Naval mobiliza 1 aeronave esquilo e 20 embarcações. Já o Exército, emprega diversos meios de locomoção terrestres, de pequeno, médio e grande porte para a execução de patrulhamentos e postos de bloqueio e fiscalização em Corumbá e pontos estratégicos, como fronteira e estradas vicinais.

Paralelo às ações de repressão, a Marinha do Brasil, através do 6º Distrito Naval, já está realizando ações sociais em quatro escolas na região de fronteira Brasil-Bolívia. Em Corumbá, a Creche Municipal Inocência Cambará e a Escola Municipal Delcídio do Amaral, receberão reformas, pintura e reparos em geral. Em Ladário, as escolas a receberem a ação, são a Creche Municipal Rosa Pedrossian e a Casa de Acolhimento Infantil.

Polícia Civil

O delegado regional de Polícia Civil, Evandro Corredato, explicou que apesar da greve dos policiais civis, a participação da instituição transcorre normalmente. "A participação da Polícia Civil já seria de uma forma pequena, nós colocamos à disposição das Forças Armadas, o delegado plantonista e uma equipe de investigação que é volante, para atender aos casos de necessidade. Os crimes que são competentes da Polícia Civil serão encaminhados a nós e atenderemos normalmente, além de orientações diversas. A greve não está atrapalhando em nada a participação da Polícia Civil na Operação Ágata 7", ressaltou o delegado.

Campanha do Desarmamento

O delegado chefe da Polícia Federal, Alexandre do Nascimento, reiterou que a campanha do desarmamento, também ganha intensidade com a Operação Ágata 7 e orientou que as pessoas busquem entregar as armas que possuem em casa, sendo elas cadastradas ou não. As armas de fogo, de qualquer calibre e procedência, podem ser entregues à Polícia Federal, mediante recibo e indenização que varia dependendo do tipo de arma. Não haverá qualquer tipo de investigação em relação à origem da arma ou ao seu portador. O procedimento de entrega da arma de fogo prevê a emissão de uma guia de trânsito e preenchimento de um requerimento de indenização.

"Durante a Operação, vamos participar com uma ação cívico-social, recebendo as armas da população, que pode ligar para a Delegacia de Corumbá, através do telefone 3234-7800, para informações e busca na residência. Ninguém terá problemas, entregando a arma de forma espontânea. Desfazer de uma arma é garantir a segurança em casa", argumentou o delegado da PF local.

A Operação Ágata 7 é realizada em toda extensão da fronteira brasileira com os dez países sul-americanos. Com o emprego de 25 mil militares e a participação de agentes das polícias federal, rodoviária federal, militar e de agências governamentais, esta edição é a maior mobilização realizada pelo governo brasileiro no combate aos ilícitos entre Oiapoque (AP) e Chuí (RS).

Por: Gilson Giordano/ Com informações do Diarionline

Envie seu Comentário

Editorias

Brasil & Mundo
Política
Esportes
Rural
Policial
Economia
Tecnologia
Artigos
Saúde

Municípios

Água Clara
Aral Moreira
Bataguassu
Brasilândia
Campo Grande
Chapadão do Sul
Corumbá
Dourados
Nova Alvorada do Sul
Ponta Porã
Ribas do Rio Pardo
Santa Rita do Pardo
Três Lagoas

Colunistas

Bastidores Políticos
Digestivo Cultural
Palavras
Se me deixam falar
Crônica

Mais

Concursos&Empregos
Cultura
Educação
Entretenimento
Eventos
Festas
Trânsito
Ultimas Notícias

Sobre Nós

Expediente
Anuncie
Contato