Professores da zona rural ameaçam paralisação e exigem reunião com prefeito

Eles pedem pagamento de gratificações e reivindicam que não haja mudanças no transporte


 
Os professores esperaram por quase duas horas para serem atendidos - Foto: Arquivo/JPNEWS Os professores esperaram por quase duas horas para serem atendidos - Foto: Arquivo/JPNEWS

Mais de dez professores da educação no campo reivindicaram na sexta-feira (2) uma reunião com o prefeito Ronaldo José Severino de Lima (Miziara - PSDB). Eles pedem o pagamento de gratificações e reivindicam que não haja mudanças no transporte ofericido aos professores. A prefeitura havia determinado que não seriam mais buscados em casa para aulas na zona rural. Eles ameaçam paralisar as atividades na próxima terça-feira, caso não obtenham uma resposta.

Segundo um decreto, assinado pelo prefeito no mês de dezembro, os professors se concentrariam todos os dias, por volta das 3h30 na Prefeitura e de lá seguiriam para suas respectivas escolas na zona rural. Os educadores esperaram por quase duas horas e foram informados que não seriam atendidos por Miziara, que designou a secretária de Educação, Leni Souto Miziara, para que ouvisse os pedidos.

Parte do que os professores pediam foi atendido, pois após negociação, ficou acordado que o ônibus buscará os professores em casa, como era feito, porém com relação as gratificações, Leni informou aos professores que não teria autonomia para decidir e que precisaria negociar com o prefeito para então passar uma posição para os professores.

"No no passado quando ele cortou nosso incentivo, ele nos garantiu que para este ano conversaria a respeito e por isso queremos saber como ficará o incentivo, se será de 100% ou 40% como ficou no ano passado", disse a professora da educação no campo, Iaponira Bezerra.

Ela explica que os professores ganham gratificação por dedicação exclusiva, além de difícil acesso, e nos dias que não têm aula, nas terças e quintas-feira, eles cumprem carga na UEMS (Univeridade Estadual de Mato Grosso do Sul), em horário inverso.

Iaponira ainda esclarece que para os professores seria complicado se cocentrarem todos os dias na Prefeitura para então seguirem para a zona rural, pois o material utilizado não fica na escola o professor leva todos os dias e muitos educadores não possuem carro.

A reportagem tentou entrar em contato com a Secretária de Educação, porém as ligações, tanto no Paço Municipal, quanto no celular de Leni, não foram atendidas.

Fonte: JP. NEWS

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