Contador da prefeitura e esposa são presos na 2ª fase da Operação Pregão

Dois mandados de busca e apreensão também estão sendo cumpridos nesta manhã pelo Gaeco, MP e Polícia Civil


 
Primeira fase da Operação Pregão ocorreu no dia 31 de outubro em Dourados (Foto: Arquivo)
Primeira fase da Operação Pregão ocorreu no dia 31 de outubro em Dourados (Foto: Arquivo)

O ex-contador da prefeitura Rosenildo França e a esposa dele foram presos nesta manhã em Dourados, a 233 km de Campo Grande, na segunda fase da Operação Pregão, que investiga corrupção envolvendo licitações na prefeitura da segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul.

Rosenildo já tinha sido alvo de mandados de busca na primeira fase da operação, no dia 31 de outubro deste ano, virou réu junto com outras pessoas e empresas e teve os bens bloqueados. Por ordem da Justiça, ele tinha sido exonerado no dia 8 de novembro.

A segunda fase da operação é liderada pelos promotores de Justiça Ricardo Rotunno e Etéocles Brito Mendonça Dias Júnior, com apoio do Gaeco (Grupo Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e do SIG (Serviço de Investigações Gerais) da Polícia Civil.

Além dos dois mandados de prisão cujos nomes o Campo Grande News conseguiu apurar, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, expedidos pelos Juiz da 1ª Vara Criminal de Dourados Luiz Alberto de Moura Filho.

De acordo com o MP, as medidas desencadeadas hoje dão continuidade à operação deflagrada no dia 31 de outubro deste ano em Dourados e Campo Grande, quando quatro mandados de prisão e 16 mandados de busca e apreensão foram cumpridos.

Naquela data, foram presos o então secretário de Fazenda de Dourados João Fava Neto, o então diretor de licitação da prefeitura Anilton Garcia de Souza, a vereadora Denize Portolann (PR) e o empresário Messias José da Silva, dono da Douraser, empresa prestadora de serviços para a prefeitura.

As investigações têm por objetivo esclarecer a atuação de uma suposta organização criminosa, composta por agentes públicos, políticos e empresários, para a prática de diversos crimes, incluindo fraude em licitação, dispensa indevida de licitação, falsificação de documentos e advocacia administrativa, além do crime contra a ordem financeira e incidência na conduta da Lei Anticorrupção.

O nome da operação "Pregão", refere-se à modalidade de procedimento licitatório mais utilizada pelos investigados em sua atuação, segundo o promotor Ricardo Rotunno.

**11/12/2018 - CG. News

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