Operação da PF investiga tráfico internacional de drogas e de dinheiro em cinco estados

PF cumpre 23 mandados de prisão e 40 de busca e apreensão no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás. Até as 9h, 21 pessoas haviam sido presas. Duas pessoas, com prisão temporária, ainda não foram localizadas.


 
Aeronave é apreendida no MS. — Foto: Polícia Federal/Divulgação

Aeronave é apreendida no MS. — Foto: Polícia Federal/Divulgação

Vinte e uma pessoas foram presas numa operação da Polícia Federal e da Receita Federal do Brasil, na manhã desta quinta-feira (29). Elas são suspeitas de tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás. Duas pessoas, com prisão temporária, ainda não foram localizadas.

A polícia cumpre 23 mandados de prisão e 40 de busca e apreensão para sequestro e bloqueio de imóveis, fazendas, aeronaves, embarcações, veículos e contas bancárias, estimados em mais de R$ 25 milhões.

Em São Paulo, foram realizadas seis prisões. Na casa de um dos doleiros foi encontrado dólares em uma máquina de lavar roupa. A PF apreendeu seis aviões agrícolas em Mato Grosso do Sul.

De acordo com os policiais, até agora, foi possível comprovar o envio de 2,2 toneladas de cocaína do Brasil para a Europa pelo grupo criminoso. A droga era enviada em blocos de concreto. Os traficantes usavam doleiros em São Paulo para o pagamento das transações do tráfico de drogas no exterior. A organização criminosa movimentou cerca de R$ 1,4 bilhão nos últimos três anos.

A operação acontece em 17 cidades:

  • RS: Porto Alegre, Uruguaiana, Novo Hamburgo, Estância Velha, Gravataí, Tramandaí, Itaquí, Capão do Cipó, Cachoeirinha e Palmares do Sul.

  • SP:São Paulo e Limeira.

  • MS: Campo Grande, Caarapó e Fátima do Sul.

  • SC: Tijucas.

  • GO: Pirenópolis.

Polícia também cumpre mandandos de sequestro de bens e bloqueio de contas bancárias:

  • imóveis: 13

  • fazendas: 2

  • automóveis e caminhões: 81

  • aeronaves: 8

  • embarcações:6

  • contas bancárias - pessoa jurídica: 121

  • contas bancárias - pessoa física: 57

 
A droga era enviada para a Europa em blocos de concreto. — Foto: Polícia Federal/Divulgação

A droga era enviada para a Europa em blocos de concreto. — Foto: Polícia Federal/Divulgação

A investigação aponta para um banco informal responsável pela lavagem de dinheiro vindo de diversos crimes, além do tráfico de drogas, como contrabando e outros ilícitos. Já foram rastreadas cerca de 90 empresas de fachada e 70 pessoas empregadas como "laranjas" do grupo para a operacionalização da lavagem de dinheiro e operações de câmbio ilegais.

O inquérito policial foi instaurado em junho de 2017 para apurar o envio de cocaína da Bolívia para o Rio Grande do Sul. A Polícia Federal identificou que aviões partiam de Mato Grosso do Sul para serem carregados com grande quantidade de cocaína na Bolívia e seguiam até o Rio Grande do Sul, onde pousavam em fazendas compradas pela organização criminosa. A droga seguia, pelas rodovias, para outros estados e permanecia em depósitos até ser despachada para a Europa através de portos brasileiros.

Uma das apreensões ocorreu no terminal portuário de Navegantes, em Santa Catarina, em 06 de maio de 2016, quando 811 quilos da droga, escondidos em blocos de granito, foram localizados pela Receita Federal em contêineres que seriam despachados para a Espanha.

Em outra apreensão, em 23 de junho deste ano, a Polícia Federal flagrou 448 quilos da droga escondidos em um bloco de concreto, em um caminhão que trafegava pelo município de Unistalda, na Região Central do Rio Grande do Sul.

Os crimes investigados na Operação Planum são organização criminosa, tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico de drogas, operação de instituição financeira sem a devida autorização, operação de câmbio não autorizada e lavagem de dinheiro.

Fonte: G1

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