Ex-secretário de Fazenda preso por corrupção é transferido para a Capital

Crescem os boatos de que João Fava Neto, ex-homem de confiança da prefeita Délia Razuk, pode fazer delação premiada


 
João Fava Neto (segurando colchonete) no dia em que foi levado para a penitenciária de Dourados (Foto: Adilson Domingos)
João Fava Neto (segurando colchonete) no dia em que foi levado para a penitenciária de Dourados (Foto: Adilson Domingos)

O ex-secretário de Fazenda João Fava Neto, preso no dia 31 de outubro na Operação Pregão acusado de corrupção na Prefeitura de Dourados, foi transferido para um presídio de Campo Grande. O motivo da transferência não foi informado, mas na cidade localizada a 233 km da Capital crescem os boatos de que Fava Neto pode assinar um acordo de delação premiada.

Ex-homem de confiança da prefeita Délia Razuk (PR), João Fava Neto é apontado como chefe do esquema de fraude em licitações e dispensa ilegal de licitação para aquisição de produtos e serviços a preços superfaturados.

Ele foi preso no dia 31 junto com o então diretor de licitação da prefeitura, Anilton Garcia de Souza, com a ex-secretária de Educação e atual vereadora Denize Portolann (PR) e com o empresário Messias José da Silva.

Anilton e Messias continuam na PED (Penitenciária Estadual de Dourados) e Denize Portolann está no presídio feminino de Rio Brilhante. O Juízo de 1ª instância negou o relaxamento da prisão e o TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) também indeferiu liminar ao pedido de habeas corpus que ainda será julgado em plenário.

Além dos quatro presos, são réus na ação os empresários Rodrigo Gomes da Silva, Ivan Félix de Lima, Zazi Brum e Pedro Brum Vasconcelos Oliveira, os ex-servidores contratados Rosenildo da Silva França e Antônio Neres da Silva Júnior, e o servidor concursado Heitor Pereira Ramos.

Também são rés as empresas MS SLOTS Consultoria Técnica LTDA., Douraser Prestadora de Serviços de Limpeza e Conservação, GTX Serviços de Engenharia e Construção e a Energia Engenharia Serviços e Manutenções.

Pessoas físicas e empresas tiveram os bens bloqueados pela Justiça na semana passada. O objetivo é garantir ressarcimento de pelo menos R$ 25 milhões para reparar o rombo provocado pelo esquema.

Políticos, ex-servidores e empresários são acusados de fraude em licitação, dispensa indevida de licitação, falsificação de documentos, lavagem de dinheiro e advocacia administrativa (previsto no artigo 321 do Código Penal e consiste em patrocinar interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de servidor).

O juiz da 6ª Vara Cível José Domingues Filho suspendeu os contratos da Douraser Prestadora de Serviços de Limpeza e Conservação e da Energia Engenharia de Serviços e Manutenção com a prefeitura. As empresas já começaram a demitir funcionários contratados para trabalhar como terceirizados no município.

Campo Grande News

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