Saúde de Três Lagoas intensifica bloqueio químico para conter proliferação do Aedes aegypti

Borrifação vem sendo feita em vários bairros, onde foram constatados altos índices de infestação


 
A ação de bloqueio químico foi levado em conta o critério de altos índices de infestação do Aedes aegypti e o registro do número de casos de Dengue. Foto: Ilustração/Vigilância em Saúde e Saneamento A ação de bloqueio químico foi levado em conta o critério de altos índices de infestação do Aedes aegypti e o registro do número de casos de Dengue. Foto: Ilustração/Vigilância em Saúde e Saneamento

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Três Lagoas, por meio das equipes do Setor de Endemias e Controle de Vetores da Diretoria de Vigilância em Saúde e Saneamento, intensificou, nas últimas semanas, o controle da proliferação do mosquito Aedes aegypti com aplicação de inseticida em vários bairros.

A borrifação, popularmente conhecida por "fumacê", vem sendo feita, pela manhã e à tarde nos bairros Interlagos, Jardim Maristela e Flamboyant, Paranapungá, Jardim Alvorada e Vila Alegre. Na definição destes bairros para a ação de bloqueio químico foi levado em conta o critério de altos índices de infestação do Aedes aegypti e o registro do número de casos de Dengue.

A borrifação do produto para bloqueio químico é feita no período da manhã, nos horários das 5h às 8h e no período da tarde, das 18h às 22h, seguindo as recomendações contidas nas Diretrizes Nacionais para a Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue do Ministério da Saúde.

Nesta ação, intensificada desde quinta-feira (06) e que deverá se estender também no sábado (08), nos bairros acima citados, estão sendo usados quatro veículos, com equipamento pesado e acoplado na respectiva carroceria desses veículos. Seguindo as Diretrizes Nacionais, vem sendo usado o sistema de borrifação do produto Malathon, misturado com água e não inflamável, pelo sistema de bomba Ultra Baixo Volume (UBV).

"Seguindo as Diretrizes do Ministério da Saúde para esta ação específica, o fumacê vem sendo aplicado em quatro ciclos consecutivos, nos mesmos horários, para obtermos mais resultados na eliminação do mosquito Aedes aegypti", explicou o coordenador de Endemias e Controle de Vetores da SMS, Alcides Divino Ferreira.

Por sua vez, o coordenador do Setor de Promoção da Saúde, Waldir José de Souza, também responsável pelas equipes de borrifação e bloqueio químico, voltou a explicar que, "a aplicação deste produto não possui efeito residual. Isso quer dizer que o efeito do inseticida não permanece por muito tempo. Por isso, é importante que as pessoas abram as portas e janelas de suas casas para que nosso trabalho obtenha resultados e elimine as fêmeas dos mosquitos adultos, que costumam entrar nas residências nesses horários", orientou.

"Se as portas e janelas das casas estiverem fechadas, não teremos os resultados esperados e o nosso trabalho passa a ser praticamente em vão", observou Waldir.

ORIENTAÇÕES IMPORTANTES

O produto, usado pela Vigilância em Saúde e Saneamento da SMS de Três Lagoas, seguindo as normas do Ministério da Saúde, não oferece perigo às pessoas, mas é necessário seguir orientações importantes para a obtenção de melhores resultados na eliminação dos mosquitos e também para evitar algum eventual dano às famílias ou a animais de estimação.

Como orientou Waldir, é importante cobrir todos os alimentos e não os deixar expostos, pelo menos durante a borrifação até uma hora e meia depois. Cobrir também gaiolas de passarinhos de estimação e aquários de peixes ornamentais.

No entanto, se a pessoa "apresentar qualquer tipo de reação alérgica ao produto deve procurar imediatamente o médico", recomendou o coordenador Alcides.

MEDIDA EMERGENCIAL

O bloqueio químico por borrifação "é uma forma emergencial de conter o avanço da proliferação do mosquito Aedes aegypti, porque o ideal é que a população cuide constantemente da limpeza de suas propriedades, nas ações de localizar e eliminar todo e qualquer criadouro nas suas casas e quintais", vem sendo apregoado em todas as campanhas contra a Dengue.

Usa-se o "fumacê" como "último recurso de reduzir a população de mosquitos alados (com asas), pois o produto não mata as larvas, fica no ar por pouco mais de uma hora e meia e mata apenas os mosquitos que estão na área de alcance da pulverização", completou o coordenador de Promoção da Saúde.

Como foi divulgado pela Vigilância Epidemiológica, o acumulado de 2018 de casos notificados suspeitos de Dengue, em Três Lagoas, é de 1.838 casos. Desse total de casos suspeitos, 455 foram confirmados como casos positivos e 916 foram descartados, ou seja, pelos resultados de exames sorológicos laboratoriais, foi constatado o resultado negativo nesses casos.

Ass. de Imprensa

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