MS está entre os 10 melhores em estudo sobre desempenho de gestão

Apesar de indicador negativo na Educação, Estado foi o que mais evoluiu na última década em indicadores gerais; segurança, saúde e desenvolvimento social foram destaques


 
Parque dos Poderes, sede da gestão estadual: indicadores de governo da Macroplan colocam MS em destaque nacional. (Foto: Arquivo)
Parque dos Poderes, sede da gestão estadual: indicadores de governo da Macroplan colocam MS em destaque nacional. (Foto: Arquivo)

Mato Grosso do Sul aparece em nono lugar no ranking geral elaborado no estudo DGE (Desafios da Gestão Estadual), elaborado pela consultoria Macroplan e divulgado pelo Movimento Brasil Competitivo. Em dez áreas de resultados que agrupam os 32 indicadores analisados, o Estado melhorou em sete, sendo, porém, apontada piora em setores como a Educação.

O levantamento da Macroplan está em sua quarta edição e avalia entregas feitas pelos gestores à população e traz projeções em um cenário de quatro anos a partir do desempenho dos Estados na década anterior. A métrica adotada é o Índice dos Desafios da Gestão Estadual (IDGE), que reúne os indicadores e estabelece uma nota de 0 a 1 –quando mais próximo do 1, melhor é o desempenho do Estado.

São analisados a educação, capital humano, saúde, segurança, infraestrutura, desenvolvimento econômico, juventude, desenvolvimento social, condições de vida e institucional. Na pesquisa atual, Mato Grosso do Sul atingiu pontuação de 0,546, acima da média brasileira, de 0,535, e representando ainda o segundo melhor resultado do Centro-Oeste –atrás apenas do Distrito Federal, que lidera o ranking.

A consultoria aponta ser o Estado, ainda, o que teve maior crescimento nos índices sintéticos na década, avançando no ranking em sete das 10 áreas. O destaque ficou para a segurança, onde o Estado avançou 15 posições (atingindo a nota 0,623, oitava melhor nota do país e que representa evolução em três lugares na comparação com o ranking anterior); e na saúde, com alta de dez posições (saindo da 24ª para a 14ª colocação).

O estudo também aponta que o Estado conseguiu reduzir a pobreza e a desigualdade, avançando dez posições no indicador de Desenvolvimento Social. Por outro lado, nem todos os desafios estruturais foram superados: houve recuo nos quesitos Condições de Vida e Educação –neste último, o Ideb (Índice Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica) estagnou, registrando em 2017 a mesma nota de dez anos atrás (o Estado aparece em décimo no país).

Segundo a economista Adriana Fontes, coordenadora técnica do estudo, as melhoras nos Estados foram diferentes, seguindo aspectos não uniformes e, em geral, pouco expressivas. Segundo ela, muitas unidades da federação ficaram estagnadas por uma década, e o cenário de longo prazo é "preocupante".

Diretor da Macroplan e responsável pelo estudo, Gustavo Morelli adverte que haverá, nos próximos quatro anos, escassez estrutural de recursos para os governos, que conviverão com passivos fiscais e financeiros e gastos maiores com previdência e pessoal. "Os novos governadores terão, ainda, que lidar com uma população impaciente com a má qualidade, a lentidão e o elevado custo da entrega de serviços produzidos pelo Estado e pouco tolerante com os desvios éticos e a corrupção", alerta.

**06/12/2018 - CG. News

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