Definição do reajuste de funcionários públicos sairá na segunda (20)

Folha de pagamento superou a de 2017, em R$ 441 milhões


 
Na sessão de quinta-feira (16), deputados receberam reclamações de sindicatos - Foto: Valdenir Rezende / Correio do Estado. Na sessão de quinta-feira (16), deputados receberam reclamações de sindicatos - Foto: Valdenir Rezende / Correio do Estado.

A reunião realizada na tarde desta quinta-feira (16), entre representantes de sindicatos de algumas categorias profissionais (servidores públicos), deputados estaduais e representantes do governo estado colocou em destaque a situação financeira da administração pública, limite de gastos prudenciais e explicação sobre o abono salarial.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social (SINTS/MS), Ricardo Bueno, ao final da reunião, os representantes do governo do Estado se comprometeram a dar uma resposta na próxima segunda-feira (20).

"Foi a primeira vez que conversamos com o secretário, Eduardo Riedel e tivemos oportunidade de pontuar todas demandas da categoria, como incorporação de abono e índice de reajuste salarial. Nós queremos deixar claro que ninguém quer 'meter a faca no pescoço de ninguém', mas, queremos entender a realidade. Se é verdade que o governo não consegue conceder o aumento; caso o reajuste seja aplicado se daqui três meses não conseguirá pagar ninguém; estas são algumas das dúvidas que queremos esclarecer", pontua.

O secretário de Estado de Administração (SAD), Roberto Hashioka , explicou que o encontro desta quinta-feira serviu para esclarecer informações importantes do cenário econômico do estado aos representantes dos servidores.

"Nosso objetivo é fazer o possível para manter o abono salarial de R$ 200 reais, porque para os funcionários que ganham salários menores tem uma representação significativa. Contudo é preciso ficar claro que não é possível incorporar ao salário base, mas, sim prorrogar. Outra questão que devemos definir até segunda-feira é o reajuste, pois, a administração está numa situação que não possibilita cumprir os dois pedidos", observa o secretário.

Conforme apresentado por Hashioka, entre 2014 e 2018 houve um aumento de 60% nos gastos com folha de pagamento estadual, tendo em vista, concursos e promoções de algumas categorias profissionais.

"No entanto, é preciso computar a redução na receita estadual e na estimativa do PIB, que pode cair de 2,5% para 1,5%. Além disso, não podemos ultrapassar o limite prudencial com gastos públicos e a folha deste ano está superior a de 2017, em R$ 441 milhões", conclui.

APOIO PARLAMENTAR

Na avaliação do deputado estadual, Barbosinha (DEM), a reunião foi positiva, tendo em vista que o governo do estado foi bastante transparente com as informações.

"A comissão dos parlamentares fica satisfeita de intermediar a reunião e o governo deixou claro que vai dialogar com todas categorias. Por isso, a próxima semana será fundamental na definição do que será possível conceder, em termos de reajuste", argumenta.

**17/05/2019 - Correio do Estado

Envie seu Comentário