09/09/2013 08h50 - Atualizado em 09/09/2013 08h50

Depois de valorização, preço de terrenos estagna em Campo Grande

Depois do boom imobiliário em Campo Grande, com supervalorização dos terrenos e vendas em ritmo acelerado na última década,

 
 
Foto: Gerson Walber/Correio do Estado
Terreno à venda no Chácara Cachoeira, onde preços recuaram neste semestre Foto: Gerson Walber/Correio do Estado
Terreno à venda no Chácara Cachoeira, onde preços recuaram neste semestre

Depois do boom imobiliário em Campo Grande, com supervalorização dos terrenos e vendas em ritmo acelerado na última década, principalmente em 2010, o primeiro semestre deste ano dá sinais de acomodação dos preços do metro quadrado dos terrenos, de acordo com levantamento da Câmara de Valores Imobiliários (CVI). O bairro Cidade Jardim, por exemplo, que nos últimos 10 anos acumulou valorização de 490%, com maior pico de 2010 para 2011, quando os preços saltaram 50% (R$ 240 para R$ 360), desde o ano passado voltou a apresentar tímida majoração. De janeiro de 2012 até 2013, a alta foi de 10,58%, quase metade da variação registrada de 2011 para o ano seguinte – 18,05%

Comparando-se apenas os meses de janeiro e julho, o Cidade Jardim teve acréscimo de apenas 4,25% no m2 neste ano (R$ 470 para R$ 490), enquanto que no mesmo período de 2012 a alta foi o dobro - 8,24% - e em 2010, de 25%. Outro bairro, o Nova Lima, que despertou o interesse de investidores nos últimos anos por conta da expansão da região, com melhorias em infraestrutura e o anúncio de novos empreendimentos (Shopping Bosque dos Ipê, Residencial Alphaville), e é avaliado pelo mercado imobiliário com alto potencial ainda de valorização, ficou com o preço congelado nos sete primeiros meses de 2013 – R$ 130. No ano passado, a valorização no mesmo período foi de 20% e em 2010, de 27%.

Segundo a reportagem de Paula Vitorino, não existe levantamento com a média dos preços em toda a Capital, mas o presidente da CVI, Ronaldo Ghedine, afirma que o cenário é o mesmo em todas as regiões: acomodação dos preços desde o fim do ano passado. “O preço estava exagerado (no período próximo ao boom imobiliário de 2010), alguns proprietários estavam abusando, e agora o que houve foi uma acomodação desses valores”, enfatiza o presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-MS), Marcos Augusto Netto, acrescentando que a estagnação dos valores é também sentida nos imóveis prontos.

Correio do Estado
Thiago Fernandes
 


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